AP Photo/Dan Balilty
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Ex-presidente de Israel continua internado em estado grave e estável

Shimon Peres está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com vigilância constante e rodeado pela família, que está otimista com relação à recuperação

O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2016 | 11h53

JERUSALÉM - O ex-presidente de Israel Shimon Peres continua em estado "grave mas estável" em um hospital após sofrer um acidente vascular cerebral, disse nesta quarta-feira, 14, seu genro e médico pessoal Rafi Valdan, embora a família esteja otimista com relação à recuperação.

Valdan disse que ainda é cedo para dizer se haverá sequelas neurológicas permanentes após o AVC, que atingiu o lado direito do cérebro de Peres na terça-feira. Contudo, os indicadores de saúde do ex-líder de 93 anos estão bons.

"Todos os parâmetros estão estáveis", disse Valdan a repórteres, acrescentando que dava ao caso "certo otimismo". "As chances de sobrevivência são boas. E sobre o grau de recuperação neurológica, ninguém pode dizer neste momento", acrescentou.

Peres permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com vigilância constante e rodeado pela família. Nesta manhã, os médicos descartaram uma nova cirurgia. Na terça-feira ele foi colocado em coma induzido e respirava com a ajuda de aparelhos.

O rabino chefe ashkenazi de Israel, David Lau, pediu para que a população reze por Peres, "que fez muito bem em seu longo serviço pelo povo de Israel e para fortalecer a segurança" do país.

Em uma carreira de quase sete décadas, Peres atuou em vários governos israelenses e foi duas vezes primeiro-ministro pelo Partido Trabalhista, embora nunca tenha vencido uma eleição geral definitiva em cinco tentativas, de 1977 a 1996.

Em 1994, recebeu após a assinatura dos Acordos de Oslo - há 23 anos - o prêmio Nobel da Paz, que compartilhou com o ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e o ex-presidente palestino Yasser Arafat, mortos em 1995 e 2004, respectivamente.

Posteriormente, ele serviu como presidente, uma função que é em maior parte cerimonial em Israel, entre 2007 e 2014, antes de deixar o governo. / EFE e REUTERS

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