Ex-presidente do Iêmen retira própria renúncia após deixar Sanaa

Nações Unidas ajudaram Abdu Rabbo Mansour Hadi a viajar para Aden; ex-líder afirma ações dos Houthis são 'nulas e ilegítimas' 

O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 14h29

(Atualizada às 19h20) SANAA - O ex-presidente do Iêmen, Abdu Rabbo Mansour Hadi, deixou neste sábado, 21, a residência oficial após semanas de prisão domiciliar imposta pelo movimento Houthi, fugiu para Áden e em sua primeira declaração chamou de “nulas e ilegítimas” todas as medidas adotadas pelos houthis, entre elas a própria renúncia.

“As medidas e nomeações feitas desde 21 de setembro são nulas e ilegítimas”, afirmou Hadi em um comunicado, que assinou como presidente, mesmo tendo renunciado ao cargo. Ele também pediu que a comunidade internacional “rechace o golpe de Estado” dado no Iêmen.

A Organização das Nações Unidas (ONU), que supervisionou um novo acordo de partilha de poder entre os houthis e outras facções rivais do país na sexta-feira, ajudou Hadi a fugir, disse uma fonte à agência Reuters. A residência do ex-presidente em Sanaa foi saqueada por milicianos houthis depois que ele saiu, disseram testemunhas.

Nesta manhã, milicianos houthis abriram fogo contra manifestantes em Ibb, matando uma pessoa e ferindo outra, disseram ativistas. A multidão se reuniu em uma praça para protestar contra a derrubada do governo no mês passado.

Após os disparos, milhares de pessoas saíram às ruas em protesto. Testemunhas disseram que os houthis mobilizaram mais forças de segurança como resposta.

Os países ocidentais temem que a agitação no Iêmen possa criar oportunidades para a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) realizar mais ataques contra alvos internacionais.

Na sexta-feira, um drone destruiu um carro que transportava supostos membros da AQAP na província de Shabwa, reduto do grupo militante nas montanhas do sul do Iêmen, matando pelo menos três pessoas, segundo moradores. / AP, EFE e REUTERS

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