Ex-presidente do México é acusado por massacre

Um promotor especial pediu a prisão do ex-presidente Luis Echeverria e outras altas autoridades acusadas de genocídio, por supostamente terem ordenado a matança de estudantes que participavam de uma manifestação em 1971, informa o advogado de Echeverria. É a primeira vez que um ex-presidente mexicano recebe uma acusação criminal, e o caso ameaça criar um confronto político entre o presidente Vicente Fox e o Partido Revolucionário Institucional (PRI), a maior força do Congresso mexicano.O promotor especial Ignacio Carrillo se recusou a comentar o caso. ?Sei que ele pediu ordens de prisão contra meus clientes, por genocídio?, disse o advogado Juan Velazquez, que representa Echeverria, o ex-ministro Mario Moya e o ex-procurador-geral Julio Sanchez Vargas. A acusação trata de um massacre de estudantes ocorrido em 10 de junho de 1971, quando grupos organizados pelo governo atacaram os estudantes, deixando 11 mortos.O presidente Fox prometeu acabar com os segredos e a impunidade em torno dos chamados ?crimes do passado?, massacres de estudantes ocorridos em 1968 e 1971, e a ?guerra suja? movida pelo governo contra guerrilhas radicais nos anos 60 e 70. O esforço enfureceu o PRI, que governou o México de 1929 a 2000.Velazquez diz que a classificação de genocídio para o ocorrido em 1971 é imprópria, e que não há provas contra seus clientes.

Agencia Estado,

23 de julho de 2004 | 14h43

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