Faheem Soomro/REUTERS
Faheem Soomro/REUTERS

Ex-presidente do Paquistão é preso acusado de lavagem de dinheiro

Asif Ali Zardari, que já esteve detido por causa de problemas com a justiça, alega que a investigação tem motivação política do partido do atual primeiro-ministro do país

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 21h56

ISLAMABAD - O ex-presidente do Paquistão Asif Ali Zardari foi preso nesta segunda-feira, 10, por suposta lavagem de dinheiro.

Zardari, do opositor Partido Popular do Paquistão (PPP), foi detido em sua casa de Islamabad por soldados do NAB, órgão anticorrupção, segundo uma fonte anônima.

Horas antes, o Superior Tribunal de Islamabad havia rejeitado o prolongamento da liberdade provisória de Zardari e de sua irmã Faryal Talpur, que não foi detida.

O político e Talpur, entre outros, estão sendo investigados por uma comissão que inclui membros da Agência Federal de Investigação e dos serviços de inteligência por ordem do Supremo por supostamente ter lavado dinheiro.

Segundo um relatório da comissão, o ex-presidente e seus cúmplices "lavaram" 4,2 bilhões de rúpias (R$ 107,6 milhões) por meio de 29 contas bancárias em nome de outras pessoas.

Viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto, assassinada em um atentado em 2007, Zardari teve há décadas problemas com a justiça por corrupção e já esteve preso durante quase 11 anos.

Presidente do Paquistão entre 2008 e 2013, Zardari negou qualquer atividade criminosa, e afirmou que trata-se de uma investigação politicamente motivada promovida pelo governante do partido Movimento Paquistanês pela Justiça (PTI) do primeiro-ministro, Imran Khan.

Outros partidos, como a Liga Muçulmana do Paquistão do também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, que cumpre duas penas de prisão, e Shahbaz Sharif, em liberdade condicional, também denunciaram casos anticorrupção contra eles por motivos políticos. / EFE

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