Faisal Mahmood/Reuters
Faisal Mahmood/Reuters

Ex-presidente do Paquistão sobrevive a atentado

Explosão ocorreu quando comitiva de Pervez Musharraf ia de hospital para casa do ex-governante

O Estado de S. Paulo,

03 de abril de 2014 | 11h33

NOVA DÉLHI - O ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf sobreviveu a um atentado com explosivos durante a passagem de seu comboio em Islamabad, informou nesta quinta-feira, 3, uma fonte oficial da capital paquistanesa.

O ataque ocorreu na noite da quarta-feira 2, quando a comitiva atravessava a ponte de Faizabad. O comboio se dirigia para a residência de Musharraf em Chak Shahzadapós após ele receber sair da sessão de do tratamento médico por um problema cardíaco no Instituto de Cardiologia das Forças Armadas, segundo o oficial de polícia Salthan Ali.

Segundo a imprensa local, os explosivos, que tinham entre quatro e seis quilos, estavam colocados em um encanamento perto da ponte e a explosão deixou um profundo buraco no terreno, mas não houve vítimas.

Musharraf, que se encontra em liberdade condicional, foi acusado na terça-feira 1 de alta traição por um tribunal especial de Islamabad, por suspender a ordem constitucional em 2007 - acusação que pode levar à pena de morte.

A audiência do ex-governante no tribunal ocorreu sob fortes medidas de segurança, com 2,7 mil policiais, militares e paramilitares mobilizados na capital paquistanesa, depois que os defensores do antigo líder alertaram que sua vida corria perigo.

Musharraf, de 70 anos, se declarou inocente das acusações e seus representantes legais pediram que fosse concedida uma permissão para ele viajar até os Emirados Árabes Unidos e visitar sua mãe, que está hospitalizada.

Os advogados de Musharraf também afirmaram que o estado de saúde do ex-líder é frágil, já que recebe tratamento por um problema cardíaco desde o dia 2 de janeiro, e solicitaram permissão para que ele possa ir aos EUA fazer seu tratamento de saúde.

O tribunal rejeitou os dois pedidos, pois o acusado está na Lista de Controle de Saída (ECL, sigla em inglês), um sistema de controle de fronteiras do governo do Paquistão que impede pessoas envolvidas em processos por crimes graves de deixarem o país. O governo paquistanês rejeitou na quarta o pedido do ex-ditador para ser excluído da lista.

Musharraf enfrenta outros dois processos por responsabilidade nas mortes do líder nacionalista Nawab Akbar Bugti, em 2006, e da ex-primeira ministra Benazir Bhuto um ano depois.

O ex-presidente chegou ao poder no dia 12 de outubro de 1999 após dar um golpe de Estado contra o então primeiro-ministro, Nawaz Sharif, que voltou à chefia de governo após vencer as eleições em maio do ano passado./ EFE

 
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