Ex-presidente do parlamento paquistanês é indicado a premiê

Partido da ex-primeira ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, indica Yousaf Raza Gilani como candidato ao cargo

REUTERS

22 de março de 2008 | 14h16

O partido da ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto, assassinada em dezembro de 2007, nomeou neste sábado, 22, o ex-presidente do parlamento paquistanês Yousaf Raza Gilani como candidato ao cargo de primeiro-ministro, disse um porta-voz do partido.   Veja também:    Primeiro-ministro paquistanês toma posse na próxima terçaO presidente Pervez Musharraf pediu que a Assembléia Nacional se reúna na segunda-feira, 24, para eleger o novo primeiro-ministro. Gillani enfrentará Chaudhry Pervaiz Elahi, deputado da Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q) que dá apoio a Musharraf.   Gilani, vice-presidente do Partido do Povo Paquistanês de Bhutto, está praticamente garantido como o vencedor da eleição com o apoio de seus aliados do partido e de coalizões.     Mandato temporário   Líder do partido em Punjab, Gilani é admirado dentro do PPP por ter sido preso em 2001 depois de se recusar a fazer um acordo com Musharraf. Alguns analistas afirmam, segundo a BBC Brasil, que sua permanência no cargo poderá ser temporária e que o atual líder do PPP, Asif Ali Zardari, viúvo de Benazir Bhutto, poderia tentar se tornar primeiro-ministro no futuro.   Como Zardari não tem mandato parlamentar, ele não pode ser eleito primeiro-ministro, mas um parlamentar de seu partido poderia deixar o cargo, abrindo caminho para a realização de novas eleições e permitindo que ele chegue ao poder.   Zardari e Sharif - o principal parceiro na coalizão de governo - disseram ao jornal americano New York Times que estão preparados para negociar com militantes, refletindo o consenso da coalizão sobre a necessidade de se adotar uma ampla estratégia política para combater a violência de grupos islâmicos.   O partido de Bhutto vem negociando intensamente a formação do novo governo desde a vitória nas eleições de Fevereiro passado. O novo governo de coalizão pretende readmitir os juízes demitidos por Musharraf quando foi decretado o estado de emergência no Paquistão, em novembro passado.   Musharraf, um aliado dos Estados Unidos que assumiu o poder como general depois de um golpe, em 1999, parece cada vez mais isolado,segundo analistas, depois da derrota nas urnas. Se os juízes voltarem para a Suprema Corte, poderão anular a reeleição de Musharraf pelo Parlamento em Outubro passado, tornando sua presidência ilegal.   (com BBC Brasil)

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