REUTERS/Mariana Bazo
REUTERS/Mariana Bazo

Ex-presidente do Peru abriu contas no nome das filhas com dinheiro ilegal, revela procurador

Germán Juárez também acusou Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, de terem manipulado testemunhas sobre as doações à campanha eleitoral em 2011

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2017 | 08h08

LIMA - O procurador Germán Juárez revelou na quarta-feira 12 que o ex-presidente do Peru Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, abriram contas no nome das filhas com dinheiro ilegal, e acusou o casal de ter manipulado testemunhas sobre as doações à campanha eleitoral em 2011.

Juárez pediu na terça-feira a prisão preventiva de Humala e Nadine por 18 meses, e acusou os dois de lavagem de dinheiro e associação ilícita por terem supostamente recebido US$ 3 milhões da construtora brasileira Odebrecht para a campanha.

Durante audiência, o promotor disse que Nadine abriu duas contas no nome de suas filhas, Illariy e Nayra Humala Heredia, com mais de 40 mil sóis (US$ 12 mil) cada uma, no Banco do Comércio. "As quantias não foram fruto de seu trabalho, mas sim contribuições ilegais com dinheiro ilícito que vinham do estrangeiro por empresas, produto da corrupção", afirmou o promotor.

Juárez também apresentou uma transcrição de áudios na qual Humala e a mulher teriam manipulado testemunhas para mudarem suas versões sobre as contribuições recebidas na campanha, o que representaria um risco para o processo.

O advogado de Humala, Wilfredo Pedraza, respondeu que o promotor não se baseou nas evidências de um risco processual para justificar o pedido de prisão preventiva do casal. Ele rebateu a alegação de Juárez, que indicou que Humala poderia fugir do país porque suas duas filhas, menores de idade, haviam viajado para os EUA com a avó. Os advogados entregaram ao juiz os passaportes de Humala e Nadine "como um sinal claro de que não existe intenção de fuga".

A Justiça peruana, após um debate de mais de 15 horas, adiou para a tarde desta quinta-feira, 13, a decisão sobre o pedido de prisão preventiva de Humala e Nadine. "Às 15h (17h em Brasília) vou anunciar a sentença do pedido de prisão da Procuradoria para o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher", anunciou o juiz Richard Concepción Carhuancho ao suspender a audiência. / EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
Peru Ollanta Humala corrupção Odebrecht

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.