REUTERS/El Comercio
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Ex-presidente do Peru e mulher se entregam às autoridades e cumprem prisão preventiva

Juiz Richard Concepción Carhuancho havia determinado que o casal fique preso por até 18 meses enquanto o Ministério Público prepara denúncias por suspeita de lavagem de dinheiro

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2017 | 08h27

LIMA - O ex-presidente do Peru Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, se entregaram na noite de quinta-feira 13 às autoridades, após um juiz determinar que o casal fique preso por até 18 meses enquanto o Ministério Público prepara denúncias contra os dois por suspeita de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção da empreiteira brasileira Odebrecht.

A decisão do juiz Richard Concepción Carhuancho, que recebeu vaias de aliados do casal durante uma audiência de dois dias aberta ao público, marcou a segunda vez que o magistrado decretou a prisão de um ex-presidente do Peru em decorrência do escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

O procurador Germán Juárez citou o depoimento prestado por ex-executivos da Odebrecht para acusar Humala e sua mulher de terem recebido pagamento ilegal de US$ 3 milhões. Juárez também acusou o casal de receber dinheiro irregular do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

O procurador havia solicitado a prisão preventiva de Humala e Nadine por considerar que existia risco de fuga e pedido de asilo dos investigados. Os advogados do casal já anunciaram que apelarão a instâncias superiores.

O ex-presidente utilizou o Twitter para qualificar a decisão do juiz Carhuancho de "abuso de poder". "Esta é a confirmação do abuso de poder, que nós vamos enfrentar para defender nossos direitos e os direitos de todos", escreveu ele antes de se entregar.

Nadine, líder do Partido Nacionalista de Humala, também recorreu ao Twitter para criticar a decisão. "Obrigado às pessoas que não sentenciam antes do tempo e acreditam na inocência até que se prove o contrário.”

A Procuradoria afirma que a Odebrecht repassou US$ 3 milhões em 2011 à campanha de Humala, o que o ex-presidente nega, ao mesmo tempo que recorda que a lei peruana não proíbe receber aportes do exterior.  

A construtora garante que pagou US$ 29 milhões em propina no Peru para fazer obras entre 2005 e 2014. O período compreende os governos de Alejandro Toledo, Alan García e Humala. / REUTERS e AFP

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