REUTERS/Guadalupe Pardo
REUTERS/Guadalupe Pardo

Ex-presidente Humala analisa pedir asilo, diz ex-vice do Peru

Acusado de receber propina da Odebrecht, Ollanta Humala deve ser solto da prisão preventiva nesta segunda-feira

O Estado de S.Paulo

29 Abril 2018 | 21h19

LIMA - O ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016) analisa pedir asilo político na Venezuela, em Cuba ou na Bolívia, alegando ser perseguido em seu país. O anúncio foi feito no fim de semana por Omar Chehade, que foi seu vice-presidente, em declarações à agência EFE. 

Humala estava preso desde julho de 2017, acusado de recebimento de propina da construtora brasileira Odebrecht. Na quinta-feira, a Justiça revogou a prisão preventiva dele e da mulher, Nadine Heredia, e ordenou que os dois aguardem em liberdade até serem julgados. Eles podem ser libertados nesta segunda-feira.

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Segundo Chehade, que rompeu com Humala e criticou a decisão da Justiça de libertá-lo, o ex-presidente poderia recorrer a uma “embaixada de país amigo que queira recebê-lo”. 

O ex-vice-presidente afirmou ainda que o caso pode causar problemas diplomáticos para o Peru. “Se uma embaixada, por agradecimento político ou afinidade ideológica , o recebe e ou dá asilo, é evidente que poderia resultar em problemas.”

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Propinas. Humala e sua mulher são investigados por lavagem de dinheiro e, se forem condenados, podem pegar até 20 anos de prisão. A Odebrecht afirma ter dado US$ 3 milhões para a campanha eleitoral do ex-presidente, em 2011.

Ontem, o procurador peruano responsável pelo caso, Rafael Vela, afirmou que a libertação do casal não significa uma derrota do Ministério Público e não anula as provas colhidas até agora, mas advertiu que uma eventual fuga de Humala não será responsabilidade do órgão. / EFE

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