Ex-presidente moçambicano ganha prêmio trabalhos pela paz

Prêmio recompensa em USS 5 mi para líder africano que contribuir para o bem-estar e democracia dos povos

Efe,

22 de outubro de 2007 | 11h06

O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano se transformou nesta segunda-feira, 22, no primeiro agraciado com o prêmio Mo Ibrahim, destinado a ex-chefes de Estado africanos que tenham se destacado por sua contribuição para o bem-estar de seus povos. Chissano, que partia como favorito, colocou fim a uma sangrenta guerra civil e levou o país a uma situação de tranqüilidade e progresso durante os 19 anos que esteve no poder (1986-2005). O prêmio, anunciado pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, oferece US$ 5 milhões por um período de dez anos, seguido de US$ 200.000 ao ano com caráter vitalício. O novo prêmio foi estabelecido por Mo Ibrahim, multimilionário empresário do setor da telefonia celular de origem egípcia, mas baseado no Reino Unido. O prêmio busca recompensar os chefes de Estados africanos que tenham contribuído para melhorar a segurança, a saúde, a educação e a economia de seus países e transferido o poder democraticamente a seus sucessores. O próprio Annan presidiu o júri, do qual faziam parte também a ex-presidente irlandesa Mary Robinson, o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari e o presidente da Organização da Unidade Africana, Salim Ahmed Salim. O júri teve que analisar os respectivos méritos de treze ex-chefes de Estado de países africanos que deixaram o poder nos últimos três anos, mas pelo menos seis deles tomaram o poder à força, e com isso foram supostamente descartados.

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