Ex-presidente Musharraf diz querer voltar ao Paquistão

O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf disse hoje que voltará a seu país antes de março do ano que vem, para retomar sua carreira política. A intenção foi manifestada apesar de Musharraf enfrentar pedidos de prisão no país, em conexão com o assassinato de uma ex-primeira-ministra.

AE, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 15h52

O general da reserva, que tomou o poder em 1999 e renunciou em 2008, ainda é uma figura poderosa no Paquistão, mas agora está envolvido em questionamentos sobre como seu governo lidava com o paradeiro de Osama bin Laden, que aparentemente vivia há anos na cidade paquistanesa de Abbottabad, perto de Islamabad, até ser morto em 2 de maio em uma operação de tropas especiais norte-americanas.

Musharraf negou várias vezes que ele ou os serviços de espionagem do Paquistão soubessem do paradeiro de Bin Laden. Segundo ele, os Estados Unidos estão cometendo "um grande erro" ao exigir mais investigações sobre as operações do serviço de inteligência paquistanês. Ele deixou em aberto a possibilidade, porém, de que elementos da inteligência possam ter auxiliado Bin Laden.

Musharraf, que tem vivido em Dubai e Londres após deixar o poder, avalia a possibilidade de concorrer à presidência no próximo ano. Porém também deve enfrentar acusações de promotores locais, por seu suposto envolvimento na conspiração para matar a ex-premiê Benazir Bhutto, no final de 2007. Benazir também vivia exilada em Dubai, antes de retornar ao Paquistão.

Musharraf nega qualquer envolvimento no homicídio. Ele disse que pretende voltar ao Paquistão antes de 23 de março de 2012, feriado nacional no país. O viúvo de Benazir, Asif Ali Zardari, sucedeu Musharraf na presidência.

Musharraf disse estar disposto a correr riscos em sua segurança. O ex-presidente condenou o atentado suicida de hoje Paquistão, quando dois terroristas mataram 80 pessoas em um centro de treinamento paramilitar. "Nós somos as vítimas do terrorismo. O próprio Paquistão está enfrentando o terrorismo", afirmou. As informações são da Associated Press.

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