T. Mughal / EFE
T. Mughal / EFE

Ex-presidente paquistanês é condenado à morte por ‘alta traição’

Decisão sobre Pervez Musharraf é inédita no país, onde o Exército é considerado imune às acusações

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 06h53

ISLAMABAD - O ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf, exilado em Dubai, foi condenado à morte, à revelia, por "alta traição", anunciou a estatal Radio Pakistan, uma decisão sem precedentes em um país onde o Exército é considerado imune às acusações.

"O Tribunal Especial de Islamabad anunciou a sentença de morte para o ex-presidente Pervez Musharraf em um caso de alta traição", afirmou a emissora no Twitter.

O caso diz respeito à decisão de Musharraf de suspender a Constituição e declarar estado de emergência em 2007, de acordo com o advogado dele, Ajtar Shah.

Em 2016, Musharraf partiu para o exílio quando foi suspensa a proibição que o impedia de abandonar o país e, então, ele pode viajar a Dubai para receber atendimento médico.

Desde então, o ex-presidente, de 76 anos, passa a maior parte do tempo entre Dubai e Londres.

“Musharraf queria registrar sua declaração e estava disposto a visitar o Paquistão, mas queria segurança total, a qual não foi fornecida”, acrescentou o advogado. “Ele continua em Dubai, doente.”

Musharraf chegou ao poder no fim de 1999 após um golpe de Estado contra o então primeiro-ministro, Nawaz Sharif. / AFP

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