Ex-presidente paraguaio vai depor sobre desvio de verbas

O ex-presidente paraguaio Luis González Macchi comparecerá diante do juiz Hugo Sosa para responder sobre sua suposta cumplicidade no desvio de dinheiro público para o Citibank de Nova York. O promotor de crimes econômicos, Javier Contreras, solicitou ao juiz Sosa, em 14 de agosto, a proibição da saída de Macchi do país, depois da posse do atual presidente Nicanor Duarte. De acordo com a denúncia de Contreras, Macchi conhecia os detalhes do envio de US$ 16 milhões, de forma irregular, do Banco Central paraguaio ao Citibank, através de uma operação chamada "investimento de alto risco". A transação foi feita em 2000. A soma deveria ser usada, a princípio, pelo Banco Central para a liquidação de dois bancos comerciais privados que haviam quebrado entre 1995 e 1998. Macchi, de 55 anos, disse que a operação "de alto risco" era uma responsabilidade exclusiva das autoridades do banco paraguaio. O Citibank informou à Justiça paraguaia que os US$ 16 milhões estão depositados e, quando se cumprir o prazo do investimento, em abril de 2004, entregará a quantia com os juros correspondentes.

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