Luka GONZALES / AFP
Luka GONZALES / AFP

Ex-presidente peruano acusado de envolvimento no caso Odebrecht e sua mulher são libertados

Ollanta Humala ficou nove meses na prisão acusado de receber US$ 3 milhões em propina da empreiteira brasileira na campanha de 2011

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2018 | 21h47

LIMA - O ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher foram libertados nesta segunda-feira, 30, após nove meses na prisão, para responder em liberdade à acusação de lavagem de dinheiro no escândalo envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.

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"Agora meu pensamento e meu coração estão com minha família", disse Humala à imprensa ao sair da prisão, por volta das 18 horas (20 horas de Brasília).

No dia 25, o Tribunal Constitucional do Peru revogou a prisão preventiva do casal Humala, que aguardará em liberdade o resultado do processo envolvendo a Odebrecht. Humala, de 55 anos, e sua mulher, Nadine Heredia, 41 anos, estavam presos a pedido da Procuradoria, que recolhia informações e provas para acusá-los de lavagem de dinheiro, pelo recebimento de US$ 3 milhões da empreiteira para sua campanha eleitoral de 2011.

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O dinheiro havia sido entregue a Humala a pedido do Partido dos Trabalhadores, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo depoimento do ex-diretor da Odebrecht no Peru Jorge Barata a procuradores peruanos. Lula está preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  

Humala governou o Peru de 2011 a 2016 e é um dos quatro ex-presidentes do país investigados pelo escândalo de corrupção com a Odebrecht - o único que foi preso. 

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Os outros investigados são Pedro Pablo Kuczynski, Alan García e Alejandro Toledo, que enfrenta um pedido de extradição dos Estados Unidos. / AFP

 

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