Divulgação/Comissão Europeia
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Ex-presidente polonês diz que país abrigou prisão secreta da CIA

Aleksander Kwasniewski, que ficou no poder de 1995 a 2005, acrescentou que não autorizou tratamentos duros aos detentos

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2014 | 14h52

VARSÓVIA - O ex-presidente da Polônia Aleksander Kwasniewski afirmou que durante seu mandato o país ofereceu à CIA um local para funcionar como prisão secreta, apesar de não autorizar tratamentos duros aos detentos.

Foi a primeira vez que um líder polonês admitiu que o país abrigou um local secreto da CIA. De acordo com relatos, a prisão operou de dezembro de 2002 até meados de 2003. Kwasniewski esteve no poder de 1995 a 2005.

O ex-presidente falou em reação à divulgação de um relatório do Senado americano que condenou as práticas da CIA em prisões secretas. Ele não identificou os países dos prisioneiros. De acordo com Kwasniewski, a atividade na Polônia foi encerrada devido à pressão de líderes locais. Ele não informou detalhes sobre as datas de operação da prisão.

Até o momento, os líderes poloneses no poder à época haviam negado a existência da prisão. Seus sucessores pediram provas da existência do local em 2008. / AP

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