Ex-presidente tunisiano é sentenciado à prisão perpétua

O ex-presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, foi sentenciado nesta quinta-feira à prisão perpétua por cumplicidade nos assassinatos de 43 manifestantes durante a revolução de 2011 que o derrubou do poder. Trata-se da segunda pena de prisão perpétua à revelia recebida pelo ex-ditador.

AE, Agência Estado

19 de julho de 2012 | 16h04

O juiz Hedi Ayari, do tribunal militar de Túnis, disse que Ben Ali foi julgado com cerca de 40 ex-integrantes de seu governo, dentre eles o general Ali Seriati, ex-chefe da segurança presidencial, que recebeu uma sentença de 20 anos de prisão. O ex-ministro do Interior, Rafik Belhaj Kacem, recebeu pena de 15 anos de reclusão, mas o caso contra Ahmed Friaa, outro ex-ministro do Interior, foi recusado.

Ben Ali, que está exilado na Arábia Saudita, já havia sido condenado à prisão perpétua em junho pelas mortes de manifestantes no sul da Tunísia, onde o movimento contra ele teve início o movimento em dezembro de 2010.

A Tunísia pediu à Arábia Saudita que extradite Ben Ali para que ele possa enfrentar essas e outras acusações, mas o governo saudita não respondeu ao pedido.

De qualquer forma, o novo governo tunisiano prometeu levar Ben Ali e todos os seus companheiros à justiça por crimes que teriam sido cometidos durante seus 23 anos de governo com mão de ferro. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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