Ex-presidente Wasmosy é proibido de deixar o Paraguai

O ex-presidente Juan Carlos Wasmosy não pode deixar o Paraguai enquanto prosseguirem os trâmites legais de uma apelação contra a sentença que o condenou a quatro anos de prisão por corrupção. Além disso, o juiz Jorge Bogarín determinou outras medidas cautelares contra Wasmosy, como o embargo preventivo de seus bens e a obrigatoriedade de comparecer pessoalmente, a cada mês, perante o tribunal para assinar o livro de presença. Wasmosy, de 62 anos, dirigiu os destinos do país entre 1993 e 1998. Em 1997, segundo o juiz Bogarín, ordenou a entrega ilegal de US$ 40 milhões do estatal Instituto de Previdência Social (IPS) ao Banco de Desenvolvimento (privado), ao qual estava vinculado através de terceiros. Com esse dinheiro, o ex-presidente tentou salvar o banco da quebra, mas não conseguiu, o que causou prejuízos a 5 mil correntistas.Segundo o defensor de Wasmosy, Carlos Neffa, seu cliente "não teve a ver com aquela acusação" e, por isso mesmo, o advogado do ex-presidente disse ter pedido "sua absolvição".

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