Reprodução/Twitter
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Ex-presidentes de Bolívia e Colômbia tentam visitar políticos presos na Venezuela

Andrés Pastrana e Jorge Quiroga vão aos presídios de Leopoldo López e Daniel Ceballos; na quinta-feira, ele se encontraram com Antonio Ledezma

O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2015 | 11h14

CARACAS - Os ex-presidentes da Colômbia, Andrés Pastrana, e Bolívia, Jorge Quiroga, tentam nesta sexta-feira, 29, visitar os líderes antichavistas Leopoldo López e Daniel Ceballos, considerados presos políticos pela oposição venezuelana.

Ao lado das mulheres dos dois políticos e da mãe de López, Pastrana e Quiroga saíram de Caracas na manhã desta sexta em direção ao Centro de Procesados 26 de Julio, de presos comuns, em San Juan de los Morros, 150 km a sudoeste da capital. Depois, no começo da tarde, o grupo tentará visitar López, na prisão militar de Ramo Verde, na periferia de Caracas.

Pastrana e Quiroga se encontram na Venezuela para respaldar os pedidos de López que, em um vídeo divulgado no último sábado, informou que começaria uma greve de fome junto com Ceballos até o cumprimento de uma série de exigências por parte do Executivo venezuelano.

Estas consistem na libertação dos "presos políticos", o fim da repressão e da censura e a fixação de uma data para as eleições parlamentares que devem contar, além disso, com observação internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE).

Nesse vídeo, López também convocou os venezuelanos para uma manifestação no próximo sábado em apoio a suas reivindicações. Quiroga anunciou na quinta-feira que participará da manifestação, um convite que Pastrana declinou.

Ledezma. Os dois ex-presidentes também visitaram, na noite de quinta-feira, o prefeito metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, que é mantido em prisão domiciliar.

"Queremos agradecer ao presidente (Nicolás) Maduro. Acredito que é isto o que estávamos esperando, que tivéssemos a possibilidade, como democratas que somos, de poder visitar Antonio (Ledezma) em sua recuperação, portanto agradecemos", afirmou Pastrana aos jornalistas em frente à residência do prefeito da capital.

Ledezma foi detido no dia 19 de fevereiro por supostamente conspirar contra o governo e ficou na prisão militar de Ramo Verde até que obteve a prisão domiciliar para se recuperar de uma cirurgia de uma "hérnia inguinal reproduzida".

Pastrana disse que encontrou Ledezma "em muito bom estado" e considerou uma "importante mensagem" a possibilidade de ter passado um tempo com ele em sua casa. "Esperamos que da próxima vez que viermos aqui, e que seja em breve, (Ledezma) esteja em liberdade", acrescentou.

Nenhum dos dois esclareceu se a autorização para visitar o prefeito foi concedida diretamente pelo presidente venezuelano.

Por sua vez, Mitzy Capriles, esposa de Ledezma, agradeceu a visitas dos ex-presidentes e afirmou que espera que "esta seja a chave que vai abrir a porta da liberdade de nossos presos políticos". 

Para o ex-governante colombiano, o fato de poder visitar Ledezma abre uma possibilidade para que também possam visitar nesta sexta-feira López e Ceballos. Ledezma, Ceballos e López são considerados pela oposição como "presos políticos". / EFE

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