REUTERS/Andres Stapff
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Ex-preso de Guantánamo detido na Venezuela está em greve de fome

Sírio Jihad Ahmad Diyab está na sede da polícia secreta venezuelana desde que apareceu em Caracas em julho após abandonar o Uruguai; objetivo do ex-prisioneiro é ser enviado para a Turquia ou a um terceiro país para se reunir com sua família

O Estado de S. Paulo

27 Agosto 2016 | 21h18

CARACAS - O sírio Jihad Ahmad Diyab, ex-prisioneiro de Guantánamo recluso na Venezuela na sede da polícia secreta, está em greve de fome, disseram seu advogado e um ativista de direitos humanos. O advogado americano Jon B. Eisenberg expressou preocupação por Diyab, em um breve e-mail enviado na sexta-feira da Califórnia, EUA, no qual confirmou que segue sem ter contado com seu cliente.

"Ainda não tive qualquer tipo de comunicação com as autoridades da Venezuela. Temi desde o princípio que (a greve de fome) poderia ocorrer, por isso não me surpreende", escreveu. Em um comunicado no dia 6 de agosto, Eisenberg havia pedido ao governo venezuelano que lhe permitisse falar com Diyab pelo telefone para organizar sua defesa.

O ativista americano Andrés Conteris disse via telefone que "três fontes independentes entre si", que preferiu manter em anonimato, informaram que o sírio iniciou o protesto após "saber que as chancelarias da Venezuela e do Uruguai negociavam sua deportação ao Uruguai". Além disso, Diyab "está se negando a consumir líquidos", acrescentou Conteris, membro da ONG Witness Against Torture.

Diyab reapareceu na Venezuela em julho após abandonar o Uruguai, onde chegou em 2014 como refugiado junto a outros cinco ex-detentos de Guantánamo, após um pacto entre os governos de Montevidéu e Washington. Ele espera ser enviado a Turquia ou a um terceiro país para se reunir com sua família.

Até agora, as autoridades venezuelanas não se pronunciaram sobre o caso. Conteris esteve na Venezuela entre 1º e 10 de agosto para tentar uma visita, mas voltou aos Estados Unidos sem alcançar seu objetivo. Eisenberg representou Diyab em uma denuncia apresentada contra a alimentação forçada de réus em greve de fome na prisão americana de Guantánamo, em Cuba. / AFP

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