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AFP PHOTO / Dante FERNANDEZ
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Ex-preso de Guantánamo está em ‘coma superficial’ após mais de 20 dias em greve de fome

Jihad Diyab disse que não queria ser transferido para nenhum hospital, ainda que a comissão médica acredite ser a medida mais adequada

O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2016 | 12h16

MONTEVIDÉU - O ex-preso sírio de Guantánamo Jihad Diyab, refugiado no Uruguai desde 2014, está em "coma superficial" e em hidratação após mais de 20 dias em greve de fome, informou uma integrante da equipe médica.

"Ele está em coma superficial, está sendo hidratado. Estava muito desidratado", confirmou a médica Julia Galzerando, acrescentando que situação "não compromete parte neurológica" e que Diyab "mantém as funções vitais quase normais". Julia assinalou que não é possível "fazer prognósticos" e que irão "avaliar sua situação dia a dia".

O ex-detido afirmou expressamente que não queria ser transferido para nenhum hospital, ainda que a comissão médica acredite ser a medida mais adequada. "Nós consideramos que ele deveria ficar internado, mas temos de respeitar sua autonomia e direitos", disse Raquel Ballesté, diretora do Hospital das Clínicas, ao jornal El Observador.

No sábado, Diyab saiu do hospital público de Montevidéu, onde havia dado entrada pela piora em seu estado de saúde. Foi sua segunda hospitalização em uma semana.

O ex-detento de Guantánamo tem manifestado reiteradamente sua vontade de deixar o Uruguai, país que o recebeu em 2014 junto a outros cinco ex-detentos, como parte de um acordo entre Washington e Montevidéu.

Diyab viajou para a Venezuela em julho, após abandonar o Uruguai, e ficou sob a custódia da polícia secreta até ser deportado de volta, no dia 30 de agosto. Ele quer ajuda para se reunir com parentes na Turquia. / AFP

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