Ex-preso de Guantánamo se mata para evitar detenção

Abdullah Mahsud liderou um grupo pró-taleban acusado de seqüestrar engenheiros chineses em 2004

Efe,

24 Julho 2007 | 08h06

Um ex-preso da base americana de Guantánamo ligado à Al-Qaeda se suicidou nesta terça-feira, 24, para evitar ser detido pelas forças de segurança no sul do Paquistão, informou o ministro da Defesa paquistanês, Aftab Ahmed Sherpao.   O ex-prisioneiro, Abdullah Mahsud, foi cercado na última segunda à noite na casa de um líder religioso da localidade de Zhob, na província do Baluchistão.   Pela manhã, vendo que não tinha como fugir e que três companheiros decidiam se entregar, o militante da Al-Qaeda detonou uma granada de mão e se matou, segundo Sherpao.   As autoridades paquistanesas procuravam Mahsud, conhecido como "Coronel Abdullah". Ele era acusado de seqüestrar dois engenheiros chineses em 2004.   Mahsud tinha saído da prisão americana em Guantánamo (Cuba) em março de 2004. Ele foi detido pela primeira vez no Afeganistão, quando lutava ao lado dos taleban, contra as tropas ocidentais que invadiram o país.   Logo após ser libertado, ele retomou as armas e liderou um grupo de insurgentes pró-taleban na região paquistanesa do Waziristão do Sul, próxima ao Afeganistão.   Em outubro de 2004, Mahsud comandou o seqüestro de dois engenheiros chineses residentes no Paquistão, que trabalhavam na construção de uma represa. Um deles morreu.   Desde então, Mahsud era um dos homens mais procurados no Paquistão.

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