AP
AP

Ex-primeiro-ministro da Tailândia pede revolução

Protestos feitos por grupos antigovernista paralisaram a capital do país, que está em emergência

Agência Estado, Associated Press

12 de abril de 2009 | 12h57

O ex-primeiro-ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra, deposto em 2006, clamou por uma revolução neste domingo, 12, após fortes protestos terem paralisado a capital, com manifestantes confiscando ônibus públicos e uma multidão enfrentar veículos militares após o governo ter declarado estado de emergência.

 

Veja também:

linkProtestos se agravam e premiê decreta emergência na Tailândia

 

Grupos antigovernista vestindo camisas vermelhas circulavam pelas ruas de Bangcoc e atacaram inclusive o carro que transportava o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva e sua equipe.

 

Pelo menos 10 cruzamentos foram ocupados pelos manifestantes, que usaram ônibus para interromper o tráfego em diversas ruas, congestionando a cidade. Segundo o chefe da policia local, Vichai Sangparpai, as autoridades conseguiram dispersar pelo menos 30 mil manifestantes em toda a cidade.

 

Shinawatra, considerado pela maior parte dos manifestantes como seu líder, clamou por revolução e disse que poderia retornar do exílio para liderá-la. "Agora, que eles tem tanques nas ruas é o momento para o povo começar a revolução. E quando isso é necessário, eu retornarei para o país", disse em mensagem por telefone aos seus seguidores que cercaram o escritório do primeiro-ministro.

 

As tensões políticas tem crescido no país desde que Thaksin foi deposto por um golpe militar em 2006, em meio a acusações de corrupção e abuso de poder. Ele continua popular por suas politicas populistas na região mais pobre do país, enquanto seus oponentes, muitos de áreas urbanas, tomam as ruas para ajudar a derrubar dois governos pró-Thaksin, cercando dois aeroportos de Bangcoc em novembro por duas semanas.

 

A declaração de estado de emergência impede a reunião de mais de cinco pessoas, proíbe a divulgação de notícias que forem consideradas uma ameaça a ordem pública e permite ao governo chamar tropas militares para manter a ordem.

 

O porta-voz do Exército, Sansern Kaewkamnerd, disse que os soldados e a Polícia estão seguindo para mais de 50 pontos-chave na cidade, incluindo estações de ônibus e trens. Segundo ele, a presença militar não é um sinal de golpe iminente - uma característica comum da história política da Tailândia.

 

O governo de Abhisit passou por uma grande humilhação no sábado, quando não conseguiu conter centenas de manifestantes que invadiram a sede da 16ª Cúpula dos Países Asiáticos (Asean). O evento foi cancelado e os chefes de estado presentes tiveram de deixar o local de helicóptero. Hoje havia sinais de que o governo novamente não seria capaz de conter os manifestantes.

Tudo o que sabemos sobre:
Tailândiaprotestosrevolução

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.