Ex-primeiro-ministro de Portugal continua preso

O ex-primeiro-ministro de Portugal José Sócrates permanecia preso neste domingo, depois de ter sido interrogado por um juiz em uma investigação sobre corrupção, lavagem de dinheiro e fraude fiscal. Sócrates foi detido na noite de sexta-feira no aeroporto de Lisboa, ao chegar de uma viagem a Paris.

AE-DOW JONES, Estadão Conteúdo

23 de novembro de 2014 | 18h57

A procuradoria geral de Portugal disse apenas que a audiência no tribunal e uma busca feita no apartamento de Sócrates são parte de uma investigação sobre operações bancárias e transferências de dinheiro suspeitas, mas não entrou em detalhes. O advogado de Sócrates, João Araújo, recusou-se a responder a perguntas sobre o caso.

Sócrates, de 57 anos, foi primeiro-ministro de 2005 a 2011 pelo Partido Socialista. Durante seu governo a dívida de Portugal disparou, o que obrigou a pedir ajuda financeira à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele renunciou na metade de seu segundo mandato, depois de o Parlamento português rejeitar um programa de austeridade elaborado para satisfazer às exigências da UE e do FMI; isso abriu caminho para a eleição que seria vencida pela coalizão de centro-direita que agora governa o país.

Depois de renunciar, Sócrates mudou-se para Paris, para estudar em uma universidade; no ano passado, voltou a Portugal e tornou-se comentarista político em um programa da televisão pública.

A detenção de Sócrates aconteceu cinco dias depois de o ministro do Interior, Miguel Macedo, renunciar ao cargo em seguida à prisão de vários altos funcionários do governo, em meio a uma investigação sobre lavagem de dinheiro e tráfico de influência. No centro da investigação está o chamado programa de "vistos de ouro"; ele permite que estrangeiros que comprem propriedades em Portugal no valor mínimo de meio milhão de euros e as mantenham por pelo menos cinco anos obtenham vistos permanentes de residência no país, com o direito de viajar livremente pelos países europeus que fazem parte do Espaço de Schengen. Fonte: Dow Jones Newswires.

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