Ex-primeiro-ministro do Paquistão visitará mausoléu de Bhutto

Nawaz Sharif não assistiu ao funeral alegando razões de segurança

Efe

29 de dezembro de 2007 | 07h06

O Paquistão amanheceu neste sábado em clima de tensão, com as lojas fechadas e os serviços de trens suspensos em todo o sul do país, aonde deve chegar em breve o líder oposicionista e ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, para prestar sua homenagem a Benazir Bhutto, assassinada na última quinta-feira. Segundo o canal de TV paquistanês "Dawn", Sharif deve ir ao mausoléu da família Bhutto, onde ela foi enterrada nesta sexta-feira. Sharif, que lidera a Liga Muçulmana-N, transmitiu suas condolências ao viúvo de Bhutto, Asif Zardari. Mas não assistiu ao funeral, alegando razões de segurança. Na região de Sindh, 16 mil membros das forças de segurança foram destacados para controlar a situação. Os distúrbios que se seguiram ao atentado contra a dirigente oposicionista causaram a morte de 23 pessoas. Em Karachi, os guardas receberam ordens de atirar para matar. Um grupo de manifestantes exaltados incendiou neste sábado uma fábrica na região. O Paquistão chora ainda a morte de Benazir Bhutto, que foi assassinada em Rawalpindi, após um comício. Segundo o Governo, o assassino de Bhutto errou seus tiros e a ex-primeira-ministra morreu porque bateu com a cabeça numa alavanca de seu carro, após perder o equilíbrio, quando o atacante detonou uma carga de explosivos que trazia junto ao corpo. A versão foi questionada pelo Partido Popular do Paquistão (PPP). O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, mandou investigar o atentado, atribuído pelo Governo ao líder talibã Baitullah Mehsud, supostamente ligado à rede Al Qaeda.

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