Ex-primeiro-ministro do Timor culpa ONU por atentados

Presidente do país foi atingido em casa e operado na Austrália; primeiro -ministro saiu ileso

Efe,

11 de fevereiro de 2008 | 01h26

O ex-primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, condenou nesta segunda-feira, 11, os ataques nos quais foi ferido o presidente, José Ramos Horta, e saiu ileso o primeiro-ministro, Xanana Gusmão. Alkatiri responsabilizou a ONU pelos erros na segurança. Veja também:Após cirurgia, estado de Ramos Horta é estávelPresidente do Timor Leste é baleado em casa Alkatiri expressou sua preocupação com a aparente facilidade com que os pistoleiros puderam entrar nas residências de Ramos Horta e de Gusmão. Ele afirmou ainda estar surpreso com os fatos, dada a recente positiva evolução da estabilidade no país, segundo a agência de notícias australiana AAP. O secretário-geral da Frente Revolucionária de Timor Leste Independente (Fretilin), que há três semanas previu uma alta da violência no país se Gusmão não renunciasse, teve que deixar seu cargo em meados de 2006 após a crise desencadeada por causa da baixa do Exército de 600 soldados rebeldes. Os militares, liderados pelo renegado Alfredo Reinado, que morreu na troca de tiros na casa do presidente, denunciaram corrupção e nepotismo no seio do corpo e armaram uma revolta na qual morreram 37 pessoas, dezenas de milhares foram deslocadas e obrigou o desdobramento de 1.500 soldados de uma força multinacional de paz liderada por Nações Unidas e Austrália. Nos últimos dias voltou o temor de uma nova crise depois que uma explosão sacudiu na sexta-feira passada a base australiana de Camp Phoenix no centro de Díli, sem causar feridos, e que militares renegados leais a Reinado enfrentaram as forças internacionais. Um recente relatório da organização International Crisis Group advertia do recrudescimento dos atos violentos se as forças locais, que na semana passada receberam das Nações Unidas o controle da segurança no país, não conseguissem manter por si sós a paz no Timor Leste.

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