Ex-primeiro-ministro tailandês pedirá asilo no Reino Unido

Proprietário do 'Manchester City' e a esposa faltaram à audiência de julgamento em processo de corrupção

Efe,

11 de agosto de 2008 | 02h58

O ex-primeiro-ministro da Tailândia e proprietário do clube de futebol inglês "Manchester City", Thaksin Shinawatra, anunciou que solicitará asilo político no Reino Unido, segundo um comunicado divulgado pela televisão local.  Veja também: Premiê tailandês destituído não regressa à casa  Shinawatra, e sua esposa Pojaman, faltaram nesta segunda-feira, 11, à audiência do julgamento no qual ambos estão sendo processados por corrupção, depois que na véspera optaram por não retornar à Tailândia para viajar para Londres. O multimilionário alegou que tomou esta decisão porque não confia na justiça tailandesa, que segundo sua opinião é controlada pelos mesmos militares que lhe depuseram em setembro de 2006, e revelou planos para assassinar-lhe. No começo do mês, Shinawatra negou que estivesse pensando em pedir asilo político para fugir dos vários processos judiciais aos quais estão sendo submetidos na Tailândia. O casal viajou na semana passada para a China para assistir a cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim, e reiterou sua intenção de retornar para comparecer à justiça. Há duas semanas, um tribunal tailandês condenou Pojaman a três anos de prisão, após achá-la culpada pela evasão de impostos no valor de 546 milhões de bats (US$ 16,3 milhões, ao câmbio atual) por irregularidades na venda do conglomerado de seu marido, Shin Corp. Antes de chegar ao poder em 2001, Shinawatra passou para sua esposa, dois filhos e outros membros do clã familiar a maior parte da empresa, que fundou após deixar o corpo policial, no qual alcançou o grau de coronel. Em 2006, a família do então primeiro-ministro vendeu à companhia estatal cingapuriana Temasek Holdings 49,6% de Shin Corp por cerca de 70 bilhões de bats (US$ 2,230 bilhões), em uma polêmica transação declarada livre de impostos. Shinawatra também está sendo investigado pela Corte Suprema para determinar se seu governo concedeu empréstimos ilícitos à Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) em troca de que o regime birmanês favorecesse os negócios da Shin Corp. O magnata governou a Tailândia de 2001 até 2006, quando foi derrubado mediante um golpe de Estado dos militares, que estabeleceram uma comissão para investigar todos os casos de desvio de fundos públicos atribuídos a sua família e seu entorno. Shinawatra retornou ao país em fevereiro, após 18 meses de exílio no Reino Unido, graças à vitória nas eleições de dezembro do novo partido formado por seus aliados políticos.

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