Alternative Crop / AFP
Alternative Crop / AFP

Ex-prisioneiros de Guantánamo terão aulas de espanhol e guarda policial

Os seis continuam internados no Hospital Militar e alguns deles foram fotografados pela janela

O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2014 | 19h38

MONTEVIDÉU - Uma vez que deixarem o Hospital Militar, os ex-prisioneiros de Guantánamo que chegaram ao Uruguai no domingo serão alojados em locais especiais onde receberão aulas de espanhol e de como se comportar no novo país, como explicou o ministro da Defesa, Eleuterio Fernández Huidobro, à agência Associated Press

O ministro do Interior, Eduardo Bonomi, por sua vez, afirmou ao canal 20 de TV que os refugiados terão uma guarda policial permanente, segundo ele, não porque são perigosos, mas para garantir sua própria segurança. Os seis ex-prisioneiros ainda não receberam alta do Hospital Militar, em Montevidéu. Alguns deles foram fotografados pela janela.

Há meses, Uruguai e Estados Unidos negociavam a chegada ao país sul-americano desses ex-prisioneiros de Guantánamo, uma prisão para acusados de terrorismo situada na base que os EUA têm em território cubano.

Segundo uma pesquisa divulgada em outubro, 58% dos uruguaios rejeitava essa decisão, um compromisso adotado pelo presidente do Uruguai, José Mujica, em uma reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama, em março.

Esses ex-detentos, contra os quais nunca foram apresentadas acusações, são considerados de baixo risco pelos EUA, motivo pelo qual o ministro assegurou que a suspeita que pudessem integrar células terroristas é "um disparate".

A transferência ao Uruguai deixa Guantánamo com 136 presos, dos quais 67 já foram aprovados para serem transferidos, 59 estão em revisão para determinar se podem ser libertados e apenas 10 enfrentam acusações, foram acusados formalmente ou cumprem sentenças. / AP e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.