EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Perseguida pelo chavismo, ex-procuradora-geral deixa a Venezuela

Segundo o portal argentino Infobae, Maduro ordenou o confisco dos passaportes dela e do marido e eles teriam fugido 'para Colômbia ou para o Brasil'; já a rede Caracol fala que a fuga foi em direção ao México

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2017 | 15h27
Atualizado 18 Agosto 2017 | 15h50

CARACAS - A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz deixou a Venezuela depois de ter sido destituída pela Assembleia Nacional Constituinte instalada pelo presidente Nicolás Maduro. 

Ortega foi destituída de seu posto na primeira ação da polêmica Assembleia Constituinte e tanto ela como seu marido, o deputado chavista German Ferrer, estão sendo alvos de diversas ações policiais. Na noite de quinta-feira, mais uma vez, a residência dos dois foi alvo de uma ação de busca e apreensão e a Constituinte decidiu remover a imunidade parlamentar de Ferrer.       

Os dois são acusados de serem os "mentores intelectuais" dos protestos que ocorrem na Venezuela desde o dia 1º de abril que já deixaram cerca de 130 mortos.       

Segundo o portal argentino Infobae, Maduro ordenou o confisco dos passaportes do casal e, por disso, ela teria fugido "para Colômbia ou para o Brasil". Já a rede Caracol fala que a fuga foi em direção ao México e os dois fugiram juntos.       

Ortega era aliada de Maduro até a convocação da polêmica Assembleia Constituinte, que elegeu 545 novos representantes - sendo praticamente todos chavistas - para reescrever a Carta Magna da Venezuela.       

A medida foi duramente criticada pela oposição e por praticamente todos os maiores países do mundo, além do Mercosul.       

Para Ortega, a convocação violou diversos artigos da Constituição do país e queria criar uma "ditadura" comandada por Maduro. / Ansa

 

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