Ex-repúblicas soviéticas debatem acordo para armas nucleares

As ex-repúblicas soviéticas situadas na Ásia Central podem estar perto de fechar um acordo para estabelecer uma zona livre de armas nucleares em uma das áreas mais instáveis e complexas do mundo. A tentativa é evitar que haja uma corrida armamentista na região, já bastante conturbada pelos conflitos na Chechênia, no Afeganistão e entre o Paquistão e a Índia pelo controle da Cachemira. O sub-secretário geral da ONU para Assuntos de Desarmamento iniciou ontem uma visita de dez dias às capitais do Tadjiquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão para tentar fechar um tratado que proíba que esses países desenvolvam armas nucleares. A proposta foi feita ainda em 1997 e ficou estabelecido que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, faria a mediação para que os países chegassem a um acordo. A ONU ainda passou a providenciar ajuda técnica aos negociadores das ex-repúblicas soviéticas. Apesar das negociações já durarem mais de cinco anos e da Assembléia Geral das Nações Unidas terem aprovado três declarações pedindo que o acordo fosse assinado, os diplomatas da ONU prometem, agora, pressionar os países para que o tratado seja assinado o mais rápido possível. A pressa das Nações Unidas tem um motivo: especialistas temem que terroristas consigam ter acesso ao material nuclear nesses países. Com o fim da União Soviética e a independência de muitas repúblicas, o controle das armas nucleares do Exército Vermelho ficou com Moscou e algumas das armas continuaram estacionadas na Ucrânia. Mas desde 1991, relatos apontam que cientistas de outras partes da ex-União Soviética também contavam com recursos para desenvolver a bomba.

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