Ex-repúblicas soviéticas vão abrir corredores aéreos para os EUA

A Ucrânia abriu nesta segunda-feira seu espaço aéreo aos aviões militares norte-americanos e decidiu não se expor tanto quanto a Rússia a possíveis contra-ataques provenientes do mundo muçulmano, informaram fontes oficiais.A medida adotada pela Ucrânia foi respaldada pelas ex-repúblicas soviéticas da Ásia central, as quais também ofereceram seu apoio à ofensiva de Washington.A Ucrânia decidiu abrir corredores aéreos a pedido do governo norte-americano para facilitar os meios de transporte militar dos EUA.Não está excluída a hipótese de a decisão ter sido tomada após consultas a Moscou, que por enquanto ofereceu corredores aéreos apenas para ajuda humanitária.O presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma, reuniu-se com líderes dos grupos parlamentares com os quais debateu a colaboração com Washington na luta contra o terrorismo internacional.Por sua vez, o Tadjiquistão, que compartilha uma fronteira de 1.200 quilômetros com o Afeganistão, colocou suas forças armadas em estado de "alerta máximo" devido a uma possível ação militar norte-americanana que poderia implicar o uso de bases tadjiques.Há alguns dias, também foram colocadas em alerta a 201ª divisão russa e as tropas de fronteira enviadas por Moscou, com contingente de 25.000 homens.O Turcomenistão, com 600 quilômetros de fronteira com o Afeganistão, abrirá corredores aéreos e terrestres aos Estados Unidos para o transporte de ajuda humanitária ao povo afegão, anunciou nesta segunda-feira o presidente, Saparmurad Niazov, durante uma reunião do governo.No entanto, o Uzbequistão, que também faz fronteira com o Afeganistão, desmentiu a chegada a seus aeroportos de três aviões militares e um contingente de tropas norte-americanas.No Casaquistão, país sem fronteira com o Afeganistão, o presidente, Nursultan Nazarbayev, declarou nesta segunda, em entrevista coletiva, que seu país está pronto para oferecer toda a ajuda possível, inclusive militar, a uma coalizão internacional, se isto for solicitado.

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