Ex-senador assumirá a Saúde

Obama indica Tom Daschle, que ficará responsável pela reforma prometida na campanha

O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2008 | 00h00

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, escolheu o ex-líder democrata no Senado Tom Daschle para ser seu secretário de Saúde e Serviços Humanos. A notícia foi divulgada ontem pela rede de TV CNN, que citou fontes ligadas à equipe de transição de Obama. De acordo com o jornal The Wall Street Journal e fontes do Partido Democrata, o ex-senador aceitou o posto. Mais informaçõesMas o anúncio oficial deve demorar mais um pouco e não sairá enquanto o presidente eleito não terminar de montar primeiro sua equipe econômica e o grupo que assumirá a segurança nacional do país - áreas cujos cargos ainda estão em aberto. Daschle, ex-senador pelo Estado da Dakota do Sul, será o responsável pela redação do projeto de reforma do sistema de saúde americano - uma das promessas de campanha - que Obama levará ao Congresso no ano que vem. Segundo as condições acertadas pelos dois, ele terá acesso direto ao presidente, sem a mediação de assessores.O ex-senador apoiou Obama desde o começo de sua campanha, é um especialista na área e sua indicação não foi recebida com surpresa por analistas. Ele comandará um departamento com 65 mil funcionários e orçamento de US$ 700 bilhões.HILLARYSegundo membros da equipe de transição, o ex-presidente Bill Clinton está fazendo de tudo para que sua mulher, Hillary, assuma o cargo de secretária de Estado. Eles confirmaram que Clinton permitiu que fossem avaliados os negócios e atividades filantrópicas de sua fundação para afastar um eventual conflito de interesse caso ela realmente assuma o principal cargo da diplomacia americana. O ex-presidente ganhou uma fortuna após deixar a presidência, em 2001, e teria um patrimônio calculado em cerca de US$ 100 milhões, grande parte graças à venda de livros e à realização de palestras que custam cerca de US$ 400 mil cada uma. De acordo com amigos, Clinton estaria disposto a submeter sua agenda de palestras a uma espécie de comitê de ética da Casa Branca.Segundo assessores de Hillary, porém, a senadora ainda está analisando a proposta. Ao aceitar ser secretária de Estado, ela teria de abandonar o Senado, que seria a plataforma ideal para lançar sua candidatura à presidência, em 2012, caso o governo de Obama naufrague por causa da crise. Assim, para alguns analistas, ela teria uma desculpa para recusar o posto caso a equipe de Obama encontre algum problema nas contas de Clinton.Obama escolheu David Axelrod, seu estrategista de campanha, para o cargo de conselheiro de alto escalão na Casa Branca, informou ontem a equipe de transição. Greg Craig, ex-funcionário do Departamento de Estado, também será conselheiro de Obama. AP, NYT E REUTERS Veja mapa mundial da pirataria e ouça análise de Roberto Godoy

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