Ex-soldado dos EUA é acusado de estuprar mulher e assassinar família iraquiana

Um veterano da guerra no Iraque foi formalmente acusado nesta segunda-feira de violentar uma mulher iraquiana e depois matá-la junto com toda sua família. O ex-soldado de primeira classe que recebeu baixa do exército americano "devido a problemas de personalidade", Steven D. Green, de 21 anos, foi levado à corte federal de Charlotte nesta segunda-feira para receber a acusação.As investigações envolvem mais de cinco soldados no estupro e assassinatos que ocorreram em março, quando uma mulher de Mahmoudiya e três de seus parentes, um deles uma garota de 5 anos, foram mortos pelos militares citados no processo.De acordo com os promotores do caso, os investigadores do exército conseguiram fotos da cena do crime que mostravam um corpo queimado que parecia pertencer a "uma mulher, com cobertores jogados em cima de seu rosto e tórax".Agentes do FBI prenderam Green na última sexta-feira na cidade de Marion, Carolina do Norte, onde ele está sendo mantido preso sem direito a fiança e espera a transferência para Louisville, no estado de Kentucky.O caso está sendo analisado por promotores federais, já que Green recebeu baixa do exército. Ele serviu a corporação por 11 meses na 101º Divisão Aérea, baseada em Fort Campbell, Kentucky. De acordo com um relatório, Green recebeu uma baixa honorária "antes deste incidente vir à tona. Green foi dispensado devido a problemas de personalidade". Se condenado, o soldado pode receber a sentença de morte.Assassinato e estuproO relatório, preenchido pelo agente especial do FBI Gregor J. Ahlers, de Louisville, diz que Green e três outros soldados da 101º e do 502º Regimento de Infantaria estavam trabalhando em um posto de controle na estrada de Mahmoudiya, no dia 12 de março, quando planejaram o estupro da mulher, que os investigadores estimaram ter 25 anos e morava perto do local.De acordo com o relatório, os soldados trocaram de roupa antes de ir para a casa da mulher, para não chamar a atenção de outros. Uma vez lá, informa o relatório, Green levou três membros da família - um casal de adultos e uma garota de 5 anos - para um quarto e depois os assassinou com tiros na cabeça.O relatório é baseado em questionamentos conduzidos pelo FBI e agentes de dentro de Fort Campebell com três soldados não identificados que faziam parte do esquadrão de Green. Um dos interrogados disse que testemunhou Green e um outro soldado estuprando a mulher.Ahlers informa no relatório que ele também revisou fotos tiradas pelos investigadores do exército no Iraque dos corpos encontrados dentro da casa incendiada, incluindo fotos tiradas por um iraquiano, de uma mulher e uma criança que parecem ter sido mortas por tiros.Na sexta-feira, o exército americano descobriu que o major general James D. Thurman, comandante da 4ª Divisão de Infantaria, havia ordenado uma investigação criminal a respeito de uma família assassinada em Mahmoudiya. Quatro membros da 502ª tiveram suas armas apreendidas e foram detidos em uma base americana perto de Mahmoudiya, informaram fontes do caso.O suspeito faz parte da mesma unidade dos dois soldados seqüestrados e assassinados no sul de Bagdá, no mês passado, disse uma fonte do exército que não quis revelar sua identidade. O exército afirma que pelo menos um dos seqüestrados foi torturado e decapitado. A fonte revelou que a maneira como os soldados foram mortos fomentou sentimentos de vingança no exército.Green fará a audiência preliminar e a audiência de detenção no dia 10 de julho em Charlotte, e depois será levado para Louisville, disse a coordenadora da divisão criminal do escritório de advocacia de Louisville, Marisa Ford.Este texto foi atualizado às 19h05

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