Ex-soldado guatemalteco é condenado à prisão nos EUA

Um ex-soldado guatemalteco, que confessou ter jogado um bebê num poço durante um massacre ocorrido em 1982, foi condenado a dez anos de prisão nos Estados Unidos por ter mentido sobre sua participação no serviço militar e sua participação nos assassinatos em seu formulário de pedido de cidadania. Gilberto Jordan, de 54 anos, recebeu a maior pena possível em um tribunal federal na Flórida.

AE-AP, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 18h25

Jordan confessou no início deste ano ter feito declarações falsas em 1999 em seus formulários de naturalização, que permitiram a ele obter a cidadania norte-americana. A cidadania foi revogada e funcionários do governo disseram que Jordan será deportado após a conclusão da pena para ser processado na Guatemala por assassinato e crimes contra a humanidade.

De acordo com as diretrizes do sistema judicial norte-americano, Jordan poderia ter recebido uma pena de apenas seis meses de reclusão. Mas os promotores pediram ao juiz distrital William Zloch que decretasse a maior pena possível. Eles disseram que Jordan admitiu aos agentes da imigração ter participado do massacre de dezembro de 1982 na cidade de Dos Erres, e que confessou ter pessoalmente jogado um bebê num poço. De acordo com as investigações, pelo menos 162 homens, mulheres e crianças morreram no massacre.

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