Andres Kudacki/AP
Andres Kudacki/AP

Ex-tesoureiro do PP é investigado por lavagem de dinheiro pelo Uruguai

Bárcenas teria transferido 800 mil euros de um banco suíço a uma sociedade anônima uruguaia

O Estado de S. Paulo,

19 de julho de 2013 | 14h16

MONTEVIDÉU - O ex-tesoureiro do Partido Popular (PP) Luis Bárcenas, acusado no caso Gürtel - que investiga uma trama de corrupção -, está sendo investigado por lavagem de dinheiro por um tribunal penal no Uruguai, informaram, nesta sexta-feira, 19, fontes oficiais à agência Efe.

Bárcenas teria transferido em 2009 pelo menos 800 mil euros (mais de US$ 1 milhão) do banco suíço Lombard Odier a uma sociedade anônima uruguaia denominada Tedesul. A Polícia Nacional espanhola foi informada da investigação.

Segundo o jornal uruguaio El Observador, a investigação começou em março deste ano, depois que a Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF) do Banco Central uruguaio denunciou o caso à Justiça de Crime Organizado.

Fontes vinculadas ao caso Gürtel citadas pelo diário explicaram que a investigação judicial está "bastante avançada" e disseram que o juiz Néstor Valetti decretou que ela seja sigilosa. A procuradora do caso é Mónica Ferrero.

Para realizar a suposta movimentação de capital na Suíça, Bárcenas, segundo o jornal, teria utilizado uma sociedade anônima uruguaia, criada em dezembro de 2008 com capital de 90 mil euros, denominada Tedesul e presidida pelo argentino Eduardo Bel.

Bel é acusado de ser o testa-de-ferro de Bárcenas no Rio da Prata e teria trabalhado na empresa argentina La Moraleja, propriedade do também ex-tesoureiro do PP Ángel Sanchís, outro acusado no caso Gürtel.

Bárcenas está preso desde que o juiz da Audiência Nacional espanhola Pablo Ruz, responsável pelo caso Gürtel, ordenou sua prisão sem direito a fiança ao detectar que ele tentou transferir fundos de contas na Suíça - onde o ex-tesoureiro tem mais de 48 milhões de euros cuja procedência o juiz investiga - para contas nos Estados Unidos e Uruguai./ EFE

 

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