Ex-toturador condenado a 23 anos na Argentina

O ex-comissário de polícia Miguel Etchecolatz, um dos mais notórios repressores da última ditadura militar argentina, foi condenado a 23 anos de prisão por um juiz federal. O magistrado Arnaldo Corazza privou Etchecolatz do benefício da prisão domiciliar, apesar de o réu ter mais de 70 anos. O próprio Etchecolatz confirmou a sentença, momentos depois de ter sido notificado. A condenação foi imposta depois da comprovação da participação de Etchecolatz em 73 casos de violação dos direitos humanos perpetrados quando ele era subcomandante da polícia da província de Buenos Aires, a partir de 1976.Etchecolatz já havia sido processado e condenado em 1986 por sua participação em mais de 200 seqüestros e cem casos de tortura de detidos políticos, assim como no seqüestro de dez meninos nascidos durante o período em que suas mães (posteriormente desaparecidas) estiveram em cativeiro. Ele havia sido libertado em 1990, beneficiado por um indulto concedido pelo ex-presidente Carlos Menem.

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