Thierry Charlier/AP
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Exame de DNA prova que rei emérito da Bélgica teve filha fora do casamento

Corte de Apelação de Bruxelas ordenou em maio do ano passado que o monarca, de 85 anos, cedesse material genético para que o exame fosse realizado e esclarecesse se a artista belga Delphine era de fato sua filha

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 17h48

BRUXELAS - O rei emérito da Bélgica, Albert II, informou nesta segunda-feira, 27, que o exame de DNA realizado por ordem da Justiça provou que ele é pai biológico da artista belga Delphine Böel.

A Corte de Apelação de Bruxelas ordenou em maio do ano passado que o monarca, de 85 anos, cedesse material genético para que o exame fosse realizado e esclarecesse se Delphine era de fato sua filha. "As conclusões indicam que (Albert II) é pai biológico de Delphine Böel", afirmaram os advogados do rei emérito, em nota.

No comunicado, a defesa ainda afirma que, embora existam "argumentos jurídicos" para justificar que uma "paternidade legal não é necessariamente reflexo de uma paternidade biológica", Albert II decidiu não recorrer e pôr fim com "honra e dignidade" ao caso.

Albert II teve um relacionamento extraconjungal com a baronesa Sybille de Selys Longchamps. Delphine Böel nasceu em 1968, mas o caso só foi revelado em 1999, como consequência da publicação de uma biografia não autorizada da rainha Paola, mulher do rei emérito.

Quando a baronesa rompeu o silêncio e detalhou a relação que teve durante anos com o então rei da Bélgica, afirmou também que Albert II e Paola quase se divorciaram em duas ocasiões. Na época, ela também divulgou fotos da jovem Delphine junto com o monarca.

Delphine apresentou o primeiro processo de paternidade em 2013. Albert II reconheceu em entrevista concedida à emissora RTL em 2014, meses depois de o caso vir à torna, que seu casamento com Paola passou por momentos difíceis, mas nunca reconheceu ser pai da artista belga.

Em outubro de 2018, a Corte de Apelações de Bruxelas determinou que o tutor legal de Delphine, Jacques Böel, não era seu pai biológico e ordenou que o monarca se submetesse a um teste de DNA.

Albert II recorreu, mas a Corte de Cassação também deu razão à defesa de Delphie. Os resultados do teste foram comunicados ao rei emérito em dezembro, mas só divulgados por ele hoje.

"Esse processo não respeitou a vida privada das partes. Por respeito às instituições judiciais, o rei Albert se absteve de intervir nos debates fora das salas de audiência", afirmou o comunicado dos advogados.

Rei da Bélgica entre 1993 e 2013, quando abdicou do posto, Albert II teve três filhos com a rainha Paola: o atual rei Filipe, a princesa Astrid e o príncipe Lourenço. / EFE

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