Damien MEYER / AFP
Damien MEYER / AFP

Exame de DNA une irmãos francês e americano filhos de soldado que lutou na Normandia 

Mais de 70 anos após a 2ª Guerra ainda há muitas histórias sem resposta de crianças nascidas de francesas e pais soldados aliados, diz Emmanuel Thiebot, historiador francês

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2018 | 16h20

O DNA revelou que eles tinham o mesmo pai. Dois meio-irmãos, de 72 e 64 anos, um francês e outro americano, se viram pela primeira vez nesta segunda-feira, 24, em Omaha Beach, no oeste da França, onde seu pai, um soldado americano, desembarcou em junho de 1944.

Até recentemente, esses dois homens ignoravam sua existência mútua. Mas um teste de DNA revelou que tinham o mesmo pai, Bill Henderson, um soldado que lutou na Normandia durante a 2ª Guerra.

André Gantois, um francês de 72 anos, e Allen Henderson, um americano de 64, se encontraram em Colleville-sur-Mer, onde seu pai, morto em 1997 e enterrado em Los Angeles, desembarcou com os outros 132.700 aliados.

André Gantois soube aos 15 anos que sua mãe, Irene, tinha vivido uma história de amor com um soldado americano.

Cinco anos depois, ele foi à embaixada americana em Paris para tentar descobrir o nome de seu pai. "Eles responderam que era como procurar uma agulha no palheiro", contou.

Anos se passaram e recentemente decidiu procurar o instituto americano especializado em testes de DNA. Em julho, uma amostra de seu DNA foi enviada para os Estados Unidos. Três semanas antes, a família Henderson havia solicitado a esse mesmo instituto que fizesse uma pesquisa genealógica com base em seu DNA. 

Os resultados saíram no início de agosto. "A agência me disse que eu tinha um irmão nos Estados Unidos", relatou André Gantois, ainda assustado com a história.

Um sentimento compartilhado por seu meio-irmão. "Isso mudou completamente nossas vidas", disse Allen, apoiando a mão no ombro de André.

Mais de 70 anos após a 2ª Guerra ainda há muitas histórias sem resposta de crianças nascidas de francesas e pais soldados aliados, diz Emmanuel Thiebot, historiador francês. / AFP 

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