Exame indica que Yasser Arafat pode ter sido assassinado

Laboratório suíço encontra traços de polônio, substância radioativa, em objetos de líder palestino

Reuters,

03 de julho de 2012 | 16h39

RAMALLAH – Uma investigação da rede árabe de TV Al-Jazeera fez voltar à tona rumores de que Yasser Arafat, histórico líder palestino, não faleceu por causas naturais, mas foi assassinado por envenenamento, há oito anos.

 

Um exame em laboratório feito a pedido da emissora encontrou traços de polônio, substância altamente radioativa, em objetos pessoais de Arafat – roupas, escova de dentes e mesmo seu keffieh, lenço tradicional que ele transformou no símbolo da causa palestina. Segundo o Institut de Radiophysique, o laboratório onde foram realizados os testes, na Suíça, Arafat tinha uma quantidade anormal de polônio dentro de seu corpo quando morreu, em um hospital militar na periferia de Paris.

 

Pouco antes de falecer, o líder passou semanas sob cerco de tanques israelenses em seu escritório, em Ramallah. Testemunhas afirmam que ele estava bem de saúde e, subitamente, caiu doente. O chefe e fundador da Autoridade Palestina foi, então, transferido às pressas para a instituição médica na França.

 

Vários testes foram realizados pela equipe médica em Paris à época e nenhum indicou que Arafat tivesse sido envenenado. As causas da morte tampouco foram esclarecidas, entre especulações de que ele tinha câncer ou mesmo aids.

"Posso confirmar a vocês que detectamos uma quantidade inexplicavelmente alta de polônio-210 nos objetos de Arafat que contêm traços de fluídos biológicos", afirmou na terça-feira, 3, o Dr. François Bochud, diretor do laboratório suíço. Os objetos analisados por Bochud foram entregues à rede Al-Jazeera pela viúva de Arafat.

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