Excesso de velocidade foi causa de descarrilamento em Valência

O acidente no metrô da cidade espanhola de Valência, que ocorreu na segunda-feira e matou 41 pessoas, foi causado pela alta velocidade em que circulava o trem, segundo o governo regional valenciano.O conselheiro de Infra-estrutura e Transporte, José Ramón García Antón, disse em entrevista coletiva que o trem dobrou a velocidade permitida para o trecho onde houve o descarrilamento. Há suspeitas de que o maquinista tenha sofrido algum tipo de inconsciência ou indisposição, impedindo uma reação imediata. Ele não resistiu ao acidente e morreu na hora.O secretário geral do Sindicato Independente Ferroviário (SIF) de Valência, Jorge Alvarez, disse que a caixa preta do vagão do metrô revelou que o trem circulava a 80 quilômetros por hora em uma curva onde a velocidade máxima permitida era de 40 quilômetros por hora.O acidente ocorreu ao meio-dia de segunda-feira quando um trem da linha 1 do metrô, formado por duas unidades e com 150 passageiros a bordo, descarrilou e tombou dentro de um túnel entre as estações de Jesús e Plaza de España.MaquinistaGarcía Antón informou que o maquinista já tinha trabalhado como inspetor e interventor da Linha 1. Depois de 224 horas de prática, foi considerado apto para conduzir o trem desde abril passado.O secretário geral do SIF, entretanto, explicou que o condutor não era maquinista, e sim um agente de estação que havia recebido aulas práticas durante 14 dias, quando o período habitual é de dois meses.O sindicato considera que o acidente só ocorreu devido ao descaso do governo valenciano com o transporte público, e solicita a demissão do conselheiro García Antón.Alvarez assegurou que o maquinista era um trabalhador muito responsável e que certamente sofreu algum problema de saúde, um desfalecimento, que o fez perder o controle do veículo.VítimasNos hospitais da cidade, permanecem internadas dez pessoas que ficaram feridas, quatro delas em estado gravíssimo.Às 19 horas (14 horas em Brasília) o rei Juan Carlos, a rainha Sofía e o presidente do governo, José Luis Rodríguez Zapatero, presidirão os funerais pelas vítimas na Catedral de Valência.

Agencia Estado,

04 de julho de 2006 | 13h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.