Exclusão de Cuba domina 1º dia da Cúpula das Américas

A Sexta Cúpula das Américas começou neste sábado com os Estados Unidos e o Canadá firmes, mas isolados, na sua postura de impedir a participação de Cuba nas próximas edições do evento. O anfitrião do encontro, o presidente colombiano Juan Manuel Santos, abriu a cúpula criticando a exclusão dos cubanos, que chamou de um injustificado anacronismo da Guerra Fria.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

14 de abril de 2012 | 19h51

"Essa é a última Cúpula das Américas, a menos que Cuba possa participar", disse o ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca. O destino da declaração final do encontro é incerto, após Venezuela, Argentina e Uruguai afirmarem que não vão assiná-la a não ser que EUA e Canadá removam o veto à futura participação cubana.

O presidente do Equador, Rafael Correa, boicotou a cúpula em função da exclusão de Cuba. Já a presidente brasileira, Dilma Rousseff, adotou uma postura mais moderada, dizendo que não devem haver mais cúpulas sem a participação dos cubanos. "Os Estados Unidos precisam perceber que seus interesses estratégicos de longo prazo não estão no Afeganistão ou no Paquistão, mas na América Latina", disse o presidente colombiano.

Obama também está em minoria em relação à sua postura quanto às Ilhas Malvinas, controlados pelo Reino Unido, mas que a Argentina afirma fazerem parte do seu território. Obama solicitou um encontro bilateral com a presidente argentina, Cristina Kirchner, quando poderá discutir a questão.

O presidente norte-americano pode até tentar conquistar os líderes da região com a promessa de ser um "parceiro igualitário", mas ele terá de provar que os EUA realmente valorizam a relação com a América Latina. As informações são da Associated Press.

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