EXCLUSIVO-Texto sobre Conselho de Segurança da ONU inclui Brasil

Chipre e Alemanha elaboraram umesboço de um texto que propõe acrescentar sete novos membros aoConselho de Segurança da ONU, entre eles o Brasil, na maisrecente tentativa para expandir o conselho. Por mais de uma década, a Assembléia Geral da ONU tem seesforçado para encontrar maneiras de ampliar o Conselho deSegurança, órgão mais poderoso da Organização das NaçõesUnidas. Entre os principais candidatos a vagas permanentes estãoAlemanha, Brasil, Japão, Índia e uma nação africana ainda nãodeterminada.Críticos dizem que a composição do órgão para a paz e asegurança internacional está obsoleta e que deve se adaptar àsmudanças mundiais no século 21. Agora, diplomatas afirmam quehá uma nova chance para a expansão do conselho. Recentes tentativas de abrir negociações formais paraampliar o conselho falharam. Mas no ano passado o presidente daAssembléia Geral da ONU disse que era o momento de romper ainércia e ajudar no lançamento de negociações formais. Alemanha, Chipre, Holanda e Grã-Bretanha trabalharam numaproposta de conciliação que tenta ligar várias posiçõesaparentemente irreconciliáveis a reformas no conselho. O resultado foi o esboço de uma proposta confidencial,obtido pela Reuters, que propõe uma expansão do Conselho deSegurança, de 15 para 22 presentes. O esboço diz que duas das novas vagas ficariam com aÁfrica, duas com a Ásia, uma com a América Latina e Caribe, umacom a Europa ocidental e uma com a Europa oriental. Mas ostermos para o número de membros foram deixados em aberto. O atual conselho tem cinco membros permanentes com direitoa voto -- Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos,considerados vitoriosos da Segunda Guerra Mundial. Dezintegrantes não-permanentes são eleitos a cada dois anos. O conselho só foi aumentado uma vez desde que a ONU foicriada em 1945 -- em 1965, quando o número de membros eleitospassou de seis para 10. O texto, que os diplomatas dizem foi esboçado pelo Chiprecom a ajuda da Alemanha, diz que o objetivo da proposta é"melhorar a representatividade do Conselho de Segurança, semsacrificar a efetividade".

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