Execuções crescem em 2011 devido ao Oriente Médio, diz Anistia

O número de execuções em todo o mundo cresceu no ano passado, em parte por um renovado uso da pena de morte no Irã, Iraque e Arábia Saudita, informou a Anistia Internacional.

ADRIAN CROFT, REUTERS

26 Março 2012 | 22h04

O grupo de direitos humanos informou que ao menos 676 pessoas foram executadas em 20 países em 2011, em comparação com as 527 execuções em 23 países no ano anterior.

As execuções confirmadas no Oriente Médio aumentaram quase 50 por cento no ano passado, para 558, disse a AI em relatório anual sobre pena de morte.

Os métodos de execução usados globalmente incluíram decapitação, enforcamento, injeção letal e disparos.

A Anistia disse que a China executou mais pessoas que todo o restante de países juntos. Os dados sobre pena de morte no gigante asiático são segredo de Estado e a AI já não publica um número de execuções na China, embora diga que são milhares.

Salil Shetty, secretário-geral da AI, disse que quando a organização foi fundada, em 1961, somente nove países haviam abolido a pena de morte para qualquer crime, enquanto que no ano passado só 20 países realizaram execuções.

"É uma história de um grande sucesso", disse Shetty à Reuters, acrescentando que a parte negativa era que "alguns poucos países seguem praticando (a pena de morte) em larga escala".

Ao menos 1.923 pessoas foram condenadas à morte em 2011, contra 2.024 no ano anterior, segundo a AI. Havia 18.750 pessoas sentenciadas à morte em todo o mundo no fim de 2011, incluindo 8.300 no Paquistão.

O Irã foi o país onde ocorreram mais execuções, depois da China. Na República Islâmica ao menos 360 pessoas foram submetidas à pena máxima em comparação com ao menos 252 em 2010, disse a Anistia.

Mais atrás ficaram Arábia Saudita (ao menos 82 execuções comparadas com ao menos 27 em 2010), e Iraque (ao menos 68 execuções contra ao menos uma no ano anterior), acrescentou a AI.

Os Estados Unidos foram o único país da América e o único membro do Grupo das Oito maiores economias do mundo que executou prisioneiros em 2011 (43 contra 46 em 2010), algo que Shetty descreveu como "muito vergonhoso".

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