Executados 9 trabalhadores no noroeste colombiano

Após cinco anos de relativa paz, a zona bananeira de Urabá foi hoje cenário de um massacre de nove pessoas, cuja autoria foi atribuída pelas autoridades às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "As Farc têm a pretensão de recuperar a região, e isto é uma demonstração de força e também da degradação a que chegaram", disse à Associated Press Mario de Jesús Agudelo, prefeito de Apartadó, a 460 km a noroeste da capital colombiana, na região de Urabá. Segundo o prefeito, por volta das 6h15 da manhã (hora local) cerca de 20 rebeldes das Farc entraram na fazenda, dinamitaram a seção de empacotamento e, em seguida, levaram nove pessoas. A uma distância de 500 metros, elas foram jogadas ao chão e assassinadas. As vítimas são 7 trabalhadores da fazenda Villa Lucía, um homem que estava à procura de trabalho e uma mulher , enquanto outras duas pessoas ficaram feridas. A fazenda fica no perímetro urbano de Apartadó. Agudelo, ex-guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional (ELN) que deixou as armas no início dos anos 90, afirmou que este incidente trouxe de volta à região o fantasma da violência do passado, quando centenas de trabalhadores bananeiros e outros habitantes do lugar foram assassinados. Milhares de pessoas abandonaram suas casas em meio à disputa pelo controle desta rica região entre os rebeldes das Farc e militantes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), de extrema direita - grupo que agora exerce maior influência na área. O sindicato de trabalhadores bananeiros, o Sintrainagro, disse que poderá convocar uma greve em protesto contra o massacre - que atribuiu a um ato de intimidação da guerrilha " porque nós apoiamos a candiatura de Alvaro Uribe" à presidência.

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