Executivo da Hyundai comete suicídio

Um alto executivo da fábrica de automóveis coreana Hyundai cometeu suicídio neste domingo (manhã de segunda-feira pelo fuso horário da Coréia do Sul). Chung Mong-hun estava envolvido em um escândalo ocorrido há três anos relativo a uma conferência de cúpula entre as duas Coréias. Chung saltou da janela de seu escritório em Seul, no 12º andar.Chung era filho de um dos fundadores da Hyundai e até sua morte comandava uma subsidiária do grupo Hyundai que faz joint ventures com a Coréia do Norte. Chung era um dos acusados num processo de desvio de recursos da empresa para o governo do país. A Hyundai teria dado ao presidente da Coréia do Sul US$ 100 milhões que seriam usados para convencer a Coréia do Norte a participar da conferência de 2000. No começo do ano, Chung foi indiciado por adulterar os livros de caixa da companhia para disfarçar as transferências financeiras. Até agora, oito pessoas já foram indiciadas no caso, entre funcionários do governo e da Hyundai. Se condenados, alguns deles podem ser condenados a até cinco anos de prisão.

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