Exercício militar dos EUA ameaça região, diz Pyongyang

O governo da Coreia do Norte afirmou hoje que os Estados Unidos e a Coreia do Sul devem cancelar seus exercícios militares programados para este final de semana e recuarem das novas sanções contra o país comunista, caso contrário colocarão toda a região em perigo. Emitida à margem da reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), realizada na capital do Vietnã, Hanói, a advertência foi feita num período no qual as tensões na península têm aumentado por causa do naufrágio de um navio de guerra sul-coreano que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte foi acusada pelo ataque, mas nega qualquer responsabilidade pelo incidente.

AE-AP, Agência Estado

22 de julho de 2010 | 09h56

"Em meio a crescente preocupações da comunidade internacional, a Coreia do Sul e os EUA anunciaram que realização exercícios navais conjuntos", disse o porta-voz norte-coreano Ri Tong Il, segundo a agência de notícias Yonhap. "Tal medida representa uma grave ameaça à paz e segurança não apenas na península coreana, mas à toda região."

Ontem, Washington anunciou que vai impor novas sanções com o objetivo de reprimir as atividades nucleares de Pyongyang. Ri disse que quaisquer novas sanções seriam uma violação ao comunicado do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovado no início deste mês que condenou o ataque ao navio, mas não chegou a indicar um culpado pelo episódio.

"Se os Estados Unidos estão realmente interessados na retirada de armas nucleares da península coreana, deveriam interromper os exercício militares e as sanções que destroem a atmosfera para o diálogo", afirmou o porta-voz. As sanções significam o "aumento da política hostil (norte-americana) em relação à Coreia do Norte." Ele disse ainda que Pyongyang deseja se reunir com EUA e Japão fora do âmbito da reunião de segurança, que será realizada amanhã, se os países solicitarem a participação norte-coreana. No entanto, nenhuma proposta nesse sentido foi feita, informou a Yonhap.

Seul informou que não haverá reuniões individuais com a Coreia do Norte até que um pedido de desculpas seja feito a respeito do naufrágio do navio e, embora a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e representantes de outros países envolvidos nas interrompidas negociações nucleares estejam no Vietnã, diplomatas disseram que uma reunião entre os lados é improvável.

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