Exército admite dificuldade de comunicação com Haiti

Em entrevista coletiva concedida hoje, na sede do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP), o general de Brigada Araújo Lima disse que as notícias sobre os militares mortos no Haiti ainda são desencontradas e que o próprio comando do Exército está tendo dificuldades para obter informações.

JOÃO CARLOS DE FARIA, Agencia Estado

13 de janeiro de 2010 | 20h21

"Temos muito poucas informações. Parte do que temos, a própria mídia nos passou", afirmou. O principal motivo seria a dificuldade de comunicação do país, onde quase tudo ficou destruído, inclusive o sistema de telefonia.

A chegada dos corpos também é desconhecida, mas deve levar até uma semana. Todo o esquema de translado para o Brasil está sendo cuidado pelas Nações Unidas, pelo Palácio do Itamaraty e pelas Forças Armadas. "Não temos dados para afirmar quando chegam, mas eles serão recebidos como heróis", disse Araújo Lima.

De acordo com o oficial, os brasileiros já se preparavam para voltar ao país, e o primeiro grupo de 50 militares estava previsto para chegar hoje. Nenhum dos mortos, no entanto, estaria nesse grupo. "Às 17h, na Base Aérea de Guarulhos, receberíamos esse grupo", explicou.

Ele também disse que os militares mortos certamente estavam em missões de segurança em instalações fixas, pois aqueles que já estavam desmobilizados em barracas e contêineres não tiveram problemas. "Não sabemos se eles estavam agrupados ou não, mas faziam parte de uma mesma equipe, de um mesmo batalhão".

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