Exército afegão não poderá convocar apoio aéreo da Otan

O exército afegão ficará proibido de convocar as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para conduzir ataques aéreos, em consequência do incidente de deixou várias crianças mortas nesta semana, disse o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai.

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2013 | 17h29

"Decreto que a partir deste domingo nenhuma força afegã terá permissão para pedir suporte aéreo estrangeiro sob nenhuma circunstância", disse em discurso a jovens oficiais na academia militar de Cabul. "Nossas forças chamam por apoio aéreo dos estrangeiros e as crianças são mortas no ataque aéreo", disse.

O comentário, aparentemente, fazia referência a um ataque noturno ocorrido em combinação entre as forças terrestres do Afeganistão e da Otan contra um reduto taleban em uma região remota ao oeste do país na quarta-feira. Segundo informações iniciais, 10 civis, incluindo cinco crianças e quatro mulheres, morreram no ataque.

Três líderes do comando taleban, incluindo o líder militante ligado ao Al-Qaeda conhecido por Shahpoor, também morreram.

As mortes causadas pelas forças da Otan na luta contra o taleban no Afeganistão são um assunto delicado no país e regularmente condenados por Karzai.

"Estamos felizes que as forças estrangeiros estão saindo do Afeganistão", disse Karzai, referindo-se a retirada prevista das tropas da Otan sob comando norte-americano até o fim do ano.

"Tenho pedido às tropas estrangeiras para não bombardearem nossas casas, para não irem para nossos vilarejos, para não desrespeitarem nosso povo. E vemos nossas forças aliadas com as forças estrangeiras violando os direitos humanos", afirmou.

Karzai disse que as forças afegãs devem ser capazes de defender o país após a saída das forças estrangeiras. "Concordo que atravessamos um momento desafiador, mas somos donos deste país", acrescentou.

"A América não é dona de nosso país, o Paquistão não é dono deste país, a Alemanha não é dona deste país, a França não é dona deste país", disse. "E mostraremos ao mundo que podemos proteger nosso país e que podemos defender nosso país". As informações são da Associated Press.

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