Exército age contra violência xenofóba na África do Sul

Ataques contra estrangeiros no país já mataram mais de 40 pessoas desde a última semana

Efe

22 de maio de 2008 | 19h39

O Exército da África do Sul começou nesta quinta-feira, 22,  a apoiar a Polícia local na luta contra a violência xenófoba que assola o país desde a semana passada e que já deixou mais de 40 mortos, segundo fontes oficiais.   Veja também Xenofobia é explícita no país    O ministro da Segurança sul-africano, Charles Nqakula, disse em coletiva de imprensa que as tropas do Exército participaram de duas operações realizadas nesta quinta-feira em dois bairros pobres no leste de Johanesburgo.   A porta-voz da Polícia, Sally de Beers, disse que a operação em um dos bairros "foi extremamente bem-sucedida e resultou na detenção de 28 pessoas" e na apreensão de "150 quilos de maconha e de armas, munição e mercadorias possivelmente roubadas".   Segundo fontes do Ministério da Defesa, os militares sul-africanos, além de facilitar a tarefa policial montando um perímetro de segurança, também darão apoio com helicópteros.   Dados oficiais apontam que até hoje já foram registrados 466 atos de violência xenófoba no país, a maioria contra cidadãos doZimbábue e de Moçambique que moram em Johanesburgo.   O ministro de Inteligência sul-africano, Ronald Kasrils, disse que as autoridades investigam também a possibilidade  dos atos de violência serem incentivados por alguém com interesses políticos, já que as eleições presidenciais de 2009 estão se aproximando. "Não estou acusando nenhum partido político concretamente", completou o ministro.

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