AFP PHOTO / MANAN VATSYAYANA
AFP PHOTO / MANAN VATSYAYANA

Jatos americanos abatem drone iraniano armado na Síria

Região onde aeronave foi abatida é o local de treinamento das forças dos EUA e onde aconselham os árabes locais a combaterem os militantes do grupo jihadista Estado Islâmico

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 12h03
Atualizado 20 de junho de 2017 | 20h01

WASHINGTON - Um jato americano F-15E derrubou nesta terça-feira, 20, um drone armado de fabricação iraniana no sul da Síria que sobrevoava em direção aos combatentes rebeldes apoiados pelos EUA e seus conselheiros americanos, segundo o Pentágono. 

Em resposta ao incidente, a Rússia acusou a coalizão internacional liderada por Washington de “cumplicidade com o terrorismo”. 

Um oficial do Departamento de Defesa afirmou que a aeronave se aproximava de um campo militar perto da fronteira síria com a Jordânia. A região é o local de treinamento das forças americanas e onde aconselham os árabes locais a combaterem os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Segundo o Pentágono, forças americanas interceptaram o drone e tentaram fazer com que ele mudasse de rota, o que não foi possível. Considerado uma ameaça, ele foi abatido. Uma fonte militar americana, que falou em condição de anonimato, explicou que a aeronave era do tipo Shaheed 129 e parecia ser operada por forças pró-regime de Damasco.

Foi a segunda vez este mês que os EUA abateram um drone armado na região do campo de Al-Tanf. No dia 8, o mesmo tipo de drone iraniano foi abatido pelos EUA após ele jogar uma bomba perto dos combatentes apoiados pelos americanos. 

O incidente  é também o último de uma série entre as forças pró-governo e os EUA, e ocorreu apenas 48 horas após um caça americano destruir um avião do exército sírio em Raqqa, no domingo. Moscou colabora militarmente com o governo de Bashar Assad na guerra da Síria, enquanto Washington apoia uma aliança curdo-árabe rival e os rebeldes sírios.

Nesta manhã, a Austrália informou que suspendeu temporariamente os ataques aéreos na Síria depois de os EUA derrubarem um caça militar sírio e da ameaça subsequente da Rússia contra aeronaves da coalizão liderada por Washington.

Moscou disse na segunda-feira que irá tratar aeronaves da coalizão que voam a oeste do Rio Eufrates, na Síria, como alvos em potencial e rastreá-las com sistemas de mísseis e aeronaves militares, mas não chegou a dizer que pretende abatê-las.

A Rússia deixou claro que está mudando sua postura militar em reação à derrubada do caça sírio no domingo, algo que Damasco disse ter sido o primeiro incidente do tipo desde o início do conflito no país, em 2011.

Na segunda-feira, o governo da Rússia anunciou a suspensão dos canais de comunicação com os EUA sobre a prevenção de incidentes aéreos na Síria. Moscou acusa Washington de não ter informado o Exército russo sobre a derrubada do avião. / AP e REUTERS

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