AP Photo via AP Video
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Exército americano diz que executou ataque contra líder jihadista no Afeganistão

Porta-voz do Ministério da Defesa afegão afirma que Maulana Fazlullah está entre os mortos na ação, mas o Paquistão ainda não comentou a informação

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2018 | 08h34

WASHINGTON - O Exército dos EUA informou na quinta-feira, 14, que executou um ataque contra um líder jihadista na província afegã de Kunar, onde acredita que estaria escondido o líder taleban paquistanês Maulana Fazlullah.

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"As forças americanas realizaram um ataque antiterrorista em 13 de junho na Província de Kunar, perto da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, contra um alto dirigente de uma organização terrorista", afirmou o tenente-coronel Martin O'Donnell em um comunicado.

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O militar indicou que as forças americanas continuam "aderindo ao cessar-fogo" que Cabul estabeleceu com os taleban afegãos, e parecem descartar este grupo, enquanto a imprensa americana informou que o ataque teve como alvo Maulana Fazlullah, importante comandante do TTP, o Movimento Taleban Paquistanês.

O porta-voz do Ministério da Defesa do Afeganistão, Mohamad Radmanesh, afirmou que Fazlullah estava entre os mortos. "Posso confirmar que o líder do TTP Fazlullah foi morto em uma operação conjunta afegã-americana em Kunar na quinta-feira."

O Paquistão ainda não comentou oficialmente a informação, mas uma fonte das forças de segurança afirmou que Fazlullah estava considerado entre os mortos.

O Departamento de Estado anunciou em março uma recompensa de US$ 5 milhões por ajuda para localizar o comandante taleban, que foi vinculado a ataques no Paquistão e ao atentado frustrado com carro-bomba em Nova York em 2010.

De acordo com o Departamento de Estado, seu grupo "demonstrou ter uma aliança próxima com a Al-Qaeda". Este grupo reivindicou o massacre de mais de 150 pessoas em 2014 em uma escola na cidade paquistanesa de Peshawar.

O TTP também foi responsável pelo ataque de 2012 contra a jovem Malala Yousafzai, que desde então se tornou um símbolo da luta pelo acesso à educação das mulheres jovens. / AFP

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